O Tsunami Macroeconômico do Custo Zero

Nesse artigo, quero subir com você a dois quilômetros da superfície. Quero que a gente converse a nível macro da economia e da sociedade. Quero também observar o horizonte com você e falar de futuro.

Quando terminar, vai ter uma visão do futuro que poucos têm. Isso vai lhe permitir antecipar inúmeras tendências e marés que estão prestes a tomar conta da nossa vida.

Se você for empresário, é bom se preparar para essas transformações para se manter competitivo.

Se for empreendedor, tem que ficar ligado nelas para agarrar as oportunidades quando passarem.

Se for emprego, precisa tomar cuidado para não ser achatado quando o rolo compressor chegar.

Rolo Compressor

Topa subir no passeio? Aperte o cinto.

A principal causa do desemprego

Cada ano de eleição, um dos temas principais abordado nos debates é o desemprego no país.

Os candidatos falam principalmente da conjuntura econômica como fator principal que afeta o mercado de trabalho. Por isso, muitos acham que estão empregados ou desempregados por que o mercado está bom ou ruim.

Existe um fator muito mais poderoso que incide sobre o mercado de trabalho. Os candidatos nem chegam perto de tocar nesse assunto quando debatem. A verdade é que esse fator é o fator central gerador de riqueza para qualquer sociedade, primitiva ou avançada. Ele é que realmente determina os vetores de emprego e desemprego de qualquer país.

Desde a instauração da economia de mercado moderna, a força que mais tem impacto sobre o mercado de trabalho é a tecnologia. Cada avanço tecnológico gera deslocamentos MASSIVOS na força de trabalho.

Com um exemplo simples, você vai compreender facilmente o efeito da tecnologia no mundo do emprego.

Imagine um restaurante…

Imagine um restaurante no qual trabalham 50 pessoas com múltiplas funções: maîtres, garçons, cozinheiros, barman, etc. Para nosso exemplo, vamos nos concentrar em dois carinhas que cumprem uma função essencial: eles lavam a louça.

Todos os dias, nosso dois heróis lavam mais de 600 pratos. Eles recebem os pratos com restos de comida e são responsáveis por despejar os restos no lixo, fazer a limpeza primária, lavar os pratos com detergente, enxaguá-los e secá-los. Uma vez secos, os pratos voltam para as mesas de serviço e, de lá, para as mesas dos fregueses.

Um belo dia, o dono do restaurante ouve falar de uma novidade na feira de equipamentos de restaurantes: uma máquina que lava a louça.

Empregado lavando louça

Claro que se interessa por ela. Segundo o vendedor, a máquina consegue lavar e secar 200 pratos por hora, automaticamente. Basta colocar os pratos sujos na máquina, fechar e trancar a porta e apertar um botão. 40 minutos depois, os pratos estão prontos. É só deixá-los esfriar um pouco para devolvê-los para o serviço do restaurantes.

A máquina custa R$11.000.

Nosso dono faz os cálculos rapidamente. Levando em consideração todos os benefícios e encargos, nossos dois lavadores de louça custam R$3.200 por mês. Significa que a máquina se pagaria em quatro meses se os lavadores fossem demitidos. Depois dos quatro meses, relativamente falando, as louças seriam lavadas de graça. Claro que teria que pagar um pouquinho mais em energia, mas energia não tira férias, não recebe décimo-terceiro, não adoece e não falta.

O dono do restaurante fecha negócio na hora e compra a máquina de lavar louças. Quando volta para seu restaurante depois do final da feira, demite os dois lavadores de prato e instala a máquina.

O que foi que aconteceu?

O desemprego subiu 4%, pois 2 dos 50 funcionários acabaram de ser demitidos.

A economia piorou?

Nunca. O serviço do restaurante continua o mesmo. Ou seja, o nível de riqueza e capacidade do restaurante continua igual. Pra dizer a verdade, até subiu, pois a máquina de lavar louças dá conta de lavar mais pratos por dia do que os dois lavadores. A capacidade de lavar louça do restaurante ficou mais elevada.

Se você olhar por outro ângulo, o dono libertou duas pessoas, dois recursos humanos, para contribuirem com tarefas que realmente agregam o valor que só um ser humano poderia agregar.

O que isso significa a nível de sociedade?

Quantos mais a tecnologia evolui, mais deslocamento e desacomodação acontece no mercado de trabalho.

Vamos agora subir à escala do planeta e examinar o que outras sociedades estão dizendo e pensando sobre a evolução tecnológica.

Em muitos países, as pessoas estão preocupadas que a inteligência articificial e a robótica avançada estejam desempregando a população, destruindo o meio de sustento de muita gente, reduzindo o poder de barganha dos trabalhadores e, com isso, destruindo a economia mundial.

Em previsão do impacto massivo dessas tecnologias sobre o mercado de trabalho, países como a Finlândia, a Índia e o Canada estão experimentando com a ideia do salário básico universal. Através desta “bolsa família universal”, o governo forneceria a todos os cidadões uma renda mensal para suprir suas necessidades de sobrevivência, estejam eles trabalhando ou não.

Claro que essas medidas atraem gritos de revolta por parte de vários setores da sociedade. Afinal, como custear uma tal medida.

O que as pessoas não percebem é que a remoção progressiva do ser humano das indústrias associadas à nossa sobrevivência significa uma redução drástica de seu custo.

Como macroeconomista, isso me traz à hipótese seguinte:

O envolvimento humano causa o alto custo das ofertas econômicas.

Montador de carro

Quanto mais tecnologia e menos humanos estiverem envolvidos na produção e distribuição de bens e serviços, mais baratos eles ficam.

Robôs montando um carro

Isso significa que essa bolsa universal seria acessível, pois o custo da sobrevivência vai rapidamente chegar próximo de zero.

Vai ficar cada vez mais barato suprir as nossas necessidades.

Se você for um empreendedor, preste atenção. Um tsunami de mudanças está borbulhando no horizonte. Vale a pena ficar de olho na onda para poder se posicionar de forma ideal e surfá-la com tudo quando ela se aproximar de você.

O poder do Vetor Custo Zero

Em todas as economias do mundo, os seres humanos gastam seu dinheiro em maior parte nessas sete categorias. E se o custo desses sete ítens despencasse?

O que aconteceria se cada uma delas entrasse no que chamo de “Vetor Custo Zero”?

O que isso significa?

O Vetor Custo Zero acontece quando a tecnologia barateia um produto ou serviço caro a tal ponto que ele se torna muito mais acessível e talvez até gratuito.

Ou seja, ele deixa de ser um fator econômico.

Pense em como a tecnologia forçou as indústrias seguintes a entrar no Vetor Custo Zero:

Fotografia

Fotografia, antes e hoje

Antigamente, tirar fotos era caro. O consumidor precisava comprar uma máquina fotográfica, comprar película, revelar as fotos, comprar um álbum ou uma moldura, etc. Hoje, a máquina já vem no seu celular e você compartilha suas fotos no Facebook. Tudo de graça. Custo Zero.

Telefonia

Telefonia, antes e hoje
Antigamente, ligar para seus parentes era caro. Você precisava ter um plano de longa distância e, as vezes, pagar minutos adicionais na sua conta de telefone. Hoje, você liga para quem você quiser em qualquer lugar do mundo pelo Whatsapp. De graça. Custo Zero.

Leitura

Leitura, antes e hojeAntigamente, ler 100 livros era caro. Você precisava ter uma boa livraria na sua cidade, de preferência próxima a sua casa, e ter uma boa renda para poder pagar esses livros. Hoje, com uma assinatura de R$30 do Kindle Unlimited na Amazon.com, você pode ler centenas de milhares de livros. Quase de graça. Custo Quase Zero.

Enciclopédias

Enciclopedia, antes e hojeAntigamente, ter uma enciclopédia era caro. Você precisava comprar uma Britânica de um vendedor ambulante. Geralmente, era preciso parcelar o valor da enciclopédia de tão caro que era. Hoje, com a Wikipédia, você pode explorar o assunto que quiser do seu telefone, tablet ou computador. De graça. Custo Zero.

Peter DiamandisEssas mudanças representam milhões de reais em economia para o cidadão comum.

Pare um segundo e olhe para toda a tecnologia que está no seu celular. Pense em todos os apps que usa diariamente sem parar pra pensar no valor que está acessando. 30 anos atrás, esses recursos teriam custado uma verdadeira FORTUNA. Um aplicativo de edição de vídeo ou fotos custava centenas ou milhares de dólares na época.

O empreendedor e visionário Peter Diamandis apontou recentemente que a evolução tecnológica está revolucionando sete indústrias básicas. Vamos analisá-las uma por uma.

1. Energia

A energia solar é abundante e gratuita. Ironicamente, os países mais pobres do mundo recebem mais sol do que os demais.

Empresas como a Solar City estão desenvolvendo toda a tecnologia necessária para alavancar a energia solar a custo mínimo. Para isso, estão desenvolvendo painéis solares que possam ser comercializados a baixo custo e baterias para poder manter a rede ligada nos períodos sem sol.

O gráfico abaixo mostra a área necessária para alimentar o mundo em energia elétrica exclusivamente de fonte solar.

 

energia-solarA tendência na indústria da energia é a queda dos setores de combustíveis fósseis poluentes, como a gasolina e o carvão.

Com uma fonte gratuita como o sol e uma tecnologia de conversão cada vez mais barata, a tendência é o custo da energia cair drasticamente.

Isso sem falar do desenvolvimento da tecnologia de Nikola Tesla para converter os raios em energia elétrica.

Practicamente custo zero.

2. Transporte

O futuro do mercado automobilístico não é cor-de-rosa. Hoje, a indústria é responsável por trilhões de dólares na economia mundial. Cada um quer ter seu carro.

O problema é que esse desejo é oriundo de um período em que poucos tinham seu próprio carro e o transporte em comum era precário.

Hoje, quanto mais pessoas possuem e usam seu carro, mais engarrafamento tem na rua.

Eu, particularmente, detesto ter um carro, por inúmeros motivos:

  1. Alto custo por um veículo medíocre (principalmente no Brasil. Em outros lugares esse problema não é tão acentuado.)
  2. Custo de combustível
  3. Inconveniência de ter que botar combustível
  4. Lavar o carro
  5. Ter de parar o carro pra fazer manutenção
  6. Pagar IPVA
  7. Pagar seguro do carro
  8. Pagar estacionamento
  9. Problemas de lataria como ferrugem causada pela maresia e arranhões feitos por fanelinhas sem escrúpulos
  10. Engarrafamento
  11. Renovar carteira de motorista

Sem falar que o carro passa a maior parte do tempo parado. Para a maioria de nós, vamos de casa para o trabalho de manhã e o carro passa o dia estacionado. Depois, vamos do trabalho para a casa e o carro fica estacionado. Vamos até o shopping e o carro fica estacionado. E assim por diante. É um uso ineficiente de recursos, e a lista de desvantagens é longa.

Por enquanto, temos ônibus, taxi e metrô. O ônibus é inconveniente por que passa longe da sua casa e demora pra passar. O táxi é inviável financeiramente. O metrô é mais rápido do que o ônibus, mas é limitado nas áreas que atende.

Felizmente, e a onda está conquistando o mundo, empresas como o Uber já estão colocando em cheque a indústria do transporte.

uber-sem-condutorQuando o Uber lançar serviços automatizados, o custo de ir do ponto A para o ponto B diretamente e de forma conveniente vai despencar.

Todos os custos que mencionei acima vão praticamente pra zero.

No futuro, em vez de ser proprietário de um veículo, você vai ter um custo de desclocamento. Esqueça essa história de que um carro é um patrimônio. É um ativo que deprecia a uma velocidade vertiginosa. É melhor considerar o transporte uma despesa fixa infinitamente mais barata.

Hoje, os mais pobres têm motorista — de ônibus. Em breve, terão motorista particular.

Quase custo zero.

3. Alimentação

Uma saca de arroz de 60kg custa R$51,00. Isso significa R$0,85/kg. Comprei 1kg de arroz no supermercado ontem por R$2,70. Paguei uma diferença de R$1,85, ou seja, 70% do preço do produto.

70% do preço final da comida vem do transporte, armazenamento e manejamento.

À medida que a gente desenvolver a tecnologia que permite produzir os alimentos próximos ao local onde serão consumidos, o preço vai cair muito.

agricultura-verticalNo momento, os cientistas estão desenvolvendo métodos e ferramentas para tornar possível a agricultura vertical. Essa tecnologia vai reduzir a superfície horizontal necessária para a produção de alimentos. Em breve, um prédio vai produzir toda a comida de um bairro.

Associe esse desenvolvimento à evolução da tecnologia genética, biológica e química, e vamos multiplicar de forma exponencial o rendimento por metro quadrado de uma área de cultura.

Claro, toda a execução do cultivo dos alimentos será realizado por robôs, não seres humanos.

Essas avanços todos contribuirão para a queda do preço dos alimentos.

Quase custo zero.

4. Moradia

Quais são os dois fatores que determinam o preço dos imóveis? Um deles, a gente já sabe, é o ser humano: a equipe de obreiros envolvida na construção civil. O outro é a localização do imóvel. Um apartamento na Vieira Souto no Rio de Janeiro chega a custar 10 milhões de reais, enquanto o mesmo apartamento na cidade de Marília pode custar apenas 150 mil reais.

A população gosta de morar em locais próximos ao seu trabalho, com supermercados, shoppings e entretenimento por perto. Essa preferência gera aumento de preço para áreas que ofereçam essa conveniência.

O que acontece quando você altera a configuração desses fatores de custo?

Quero examinar com você especificamente as três tecnologias que vão colocar as moradias no Vetor Custo Zero.

a. As impressoras 3D vão liquidar a mão de obra

Hoje em dia, pode demorar até 6 meses para construir uma casa aqui no Brasil. Quem já passou por um canteiro de obras viu um número de profissionais implicados na construção.

Em breve, não será mais o caso.

De 2003 a 2008, algumas startups Européias começaram o trabalho de pesquisa e desenvolvimento para aplicar a tecnologia de impressão 3D à construção.  Desde 2010, essa tecnologia está em uso comercial em vários países do mundo, incluindo a Holanda e a China.

impressora-3DO pesquisador Behrokh Khoshnevis afirma desde 2006 que consegue imprimir uma casa em apenas um dia, chegando a dizer que, se eliminasse os tempos mortos nos quais faz mudanças nos equipamentos, o tempo real de impressão é de 20 horas.

A empresa chinesa WinSun já construiu dez casas em 24 horas, cada uma com um custo de $5.000, usando impressoras 3D com uma mistura de concreto com secagem rápida e materiais reciclados.

A impressão em 3D em mega escala vai reduzir drasticamente:

  1. O custo da construção civil
  2. O tempo necessário para completar a construção

b. O escritório virtual vai eliminar a necessidade de ir até o trabalho

E se o seu escritório fosse apenas um espaço virtual, gerado em rede, no qual você interagiria com seus colegas através dos seus aparelhos de comunicação?

No momento em que esse padrão virar norma, a viagem matutina da casa até o trabalho e vespertina do trabalho até a casa some do mapa. Você acorda, toma café ou não, toma banho ou não, se veste ou não, se conecta ao escritório virtual e começa a trabalhar, esteja você no subúrbio no qual mora, na fazenda da sua família no interior de Minas ou num resort de Itaparica com sua mulher.

escritorio-virtualCom isso, você se desvincula geograficamente do seu trabalho e pode estar em qualquer lugar. Isso JÁ está acontecendo. Meu irmão, que mora no Canadá, trabalha em Washington DC. O segredo é a conexão VPN que o conecta diariamente no servidor da empresa.

c. O transporte automatizado vai transformar a viagem até o trabalho

Digamos que não dê pra trabalhar exclusivamente de casa. Digamos que você precise chegar até o centro da cidade por um motivo ou outro.

Imagine que você trabalhe na Zona Sul do Rio de Janeiro e more na Barra. Hoje, essa situação seria um inferno. Mas se você não precisar dirigir um carro e ficar preso num engarrafamento, tudo muda. Se a viagem até o trabalho virar um momento para ler, relaxar, dormir, assistir dois episódios do Walking Dead, ter uma reunião virtual ou até continuar trabalhando, importa mesmo se isso levar uma hora e meia?

zonal-sul-barraEssas três tecnologias vão colocar a moradia no Vetor Custo Zero.

A impressora 3D, o escritório virtual e o transporte automatizado vão derrubar o custo da moradia nos próximos anos. Uma tecnologia reduz o custo de produção e duas tecnologias reduzem  o custo de localização, que são os dois fatores centrais do custo da moradia.

Quase custo zero.

5. Educação

Hoje, o custo da educação pode ser praticamente zero para quem quer.

Detenho bacharelados em Economia e Relações Internacionais, e um mestrado em Economia Política Internacional. Tudo o que sei de administração, marketing, psicologia e outras áreas provém de milhares de horas como auto-didata e conversas informais com especialistas.

Todos os livros estão acessíveis na Amazon a preços irrisórios.

Grandes universidades como a Harvard, o MIT e a Stanford disponibilizam centenas de milhares de horas de aulas, ministradas pelos maiores professores do mundo, para qualquer pessoa que tenha uma conexão internet.

Some a elas plataformas online como Coursera, Skillshare, Udemy e Khan Academy, e todo o conhecimento e habilidades que poderia desejar estão disponíveis online gratuitamente ou a preços módicos.

Agora, para aproveitar essas plataformas, precisa de uma habilidade básica. Vou recomendá-la agora como a recomendo em todas as minhas palestras no Brasil: aprenda a entender, ler, falar e escrever inglês.

 

Só que iremos mais longe.

Em breve, computadores poderão diagnosticar com precisão o estilo de ensino ideal para um aluno, atendendo com perfeição seus desejos, seu nível de conhecimento, suas necessidades, seu ritmo e suas modalidades sensoriais.

Rico ou pobre, todos terão acesso à mesma educação.

Custo zero.

6. Saúde

Os avanços em alimentação vão garantir que a gente possa manter uma boa saúde com muito mais facilidade e a um preço muito reduzido.

A tecnologia já está revolucionando a indústria da saúde e a tendência é transformá-la mais profundamente ainda.

E quando as coisas derem errado e que a gente ficar doente? O que vai acontecer?

Podemos dividir grosso modo o universo dos cuidados de saúde em três grandes áreas: diagnóstico, tratamento e intervenções cirúrgicas. O custo da realização de cada área vai despencar.

a. Diagnóstico

Assim como os computadores derrotam facilmente os seres humanos no xadrez, eles vão derrotá-los na capacidade de diagnóstico. A medida que a inteligência articificial for evoluindo, os computadores serão cada vez mais capazes de identificar a causa de mal-estares com precisão, mapear genomas automaticamente, identificar bactérias, virus e outros invasores do organismo e prescrever o tratamento adequado.

Diagnóstico por um robô

Custo zero.

b. Tratamento

Nanorobôs serão injetados ou ingeridos. Percorrerão o organismo todo para limpar, neutralizar ou atacar substâncias e intrusos que comprometem o bom funcionamento do corpo.

Os medicamentos vão ser desenvolvidos e fabricados or robôs e, talvez, sintetisados em casa com a ajuda de uma impressora 3D especializada. Imagine o que seria ter uma farmácia de manipulação que pudesse lhe entregar um remédio produzido sob medida, especificamente para seu biotipo e sua bioquímica?

E, claro, todo o acompanhamento do tratamento seria feito por enfermeiras-robôs.

Tudo isso a um custo quase zero.

c. Intervenções cirúrgicas

Em breve, a maioria das cirurgias serão conduzidas por robôs. Assim como os computadores que jogam xadrez acessam todo o histórico das partidas oficiais jogadas por grandes mestres, os robôs cirurgiões poderão acessar todo o histórico de cirurgias idênticas para decidir a melhor abordagem. Poderão operar um paciente com precisão absoluta.

Cirurgia robótica

Tal tarefa seria impossível para um ser humano.

Custo practicamente zero.

7. Entretenimento

Antigamente, o entretenimento custava uma fortuna.

Era necessário comprar televisões e consoles de video games, ou ir para o fliperama, comprar sistemas de som, tocadores de DVD, alugar filmes, comprar pacotes gigantescos de canais (inúteis) de TV, etc.

Com a tecnologia do streaming acoplada a aparelhos como a Apple TV, está surgindo uma multitude de ofertas de entretenimento a um preço cada vez mais baixo.

Uma multitude de serviços online

O YouTube permite a criação, publicação e consumo de conteúdo videográfico para qualquer mortal. Tudo isso de graça.

O Netflix traz para qualquer aparelho seu os melhores filmes e seriados da história a um preço ridículo.

Serviços como o Apple Music ou Spotify disponibilizam por um preço mensal irrisório o catálogo musical inteiro da humanidade, incluindo títulos já não mais disponíveis em lojas de discos.

O App Store oferece milhões de jogosgratuitos, acessíveis no iPhone, iPad ou AppleTV.

A Amazon, com seu Kindle, lhe dá acesso a milhares de títulos gratuitos com seu serviço de assinatura Kindle Unlimited.

Custo efetivamente zero.

O Vetor Custo Zero no seu negócio

Cada uma das tendências mencionadas acima vai apresentar riscos e oportunidades para os negócios existentes.

A verdade é que essas revoluções vão passar o rolo-compressor por cima de qualquer negócio que tente manter o controle sobre uma indústria ultrapassada.

Lembra do que aconteceu com a Kodak? Pensou que essa história de câmera digital era só uma onda passageira. A empresa não existe mais.

Lembra do Blackberry? Pensou que essa história de teclado na tela nunca iria pegar. A empresa está agonizando.

A tecnologia vai evoluir e derrubar todos os negócios e empregos que se inscreverem em tendências passadas. Por isso, fique atento às áreas do seu negócio que serão afetadas pelo Vetor Custo Zero.

BONUS! Qual é o fator principal que comanda o desenvolvimento da tecnologia?

A evolução da tecnologia depende de um fator específico que pode acelerar seu desenvolvimento de forma exponencial.

Para saber como pode tirar vantagem desse fator, clique no botão abaixo.

QUERO TIRAR VANTAGEM DO FATOR TEC
Martin Messier
 

Martin Messier é Canadense e mora no Brasil desde 2003. É CEO do grupo Toca da Empada, que fatura 7 dígitos anualmente. Ajudou empreendedores do mundo todo a focar seus negócios, desenvolver estratégias de crescimento e levá-los a faturamentos de 5 e 6 dígitos mensais.

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